Jovem morre após reação a contraste em exame: entenda o que é a substância e por que pode causar alergia – 22/08/2025
Jovem morre após reação a contraste em exame: entenda o que é a substância e por que pode causar alergia
Fonte: g1 > Saúde – Publicado em 22/08/2025
Mort de Jovem após Reação a Contraste em Exame: Entenda os Riscos e Precauções
Uma jovem de 22 anos morreu em Rio do Sul, Santa Catarina, após sofrer uma reação alérgica grave durante uma tomografia com contraste. O caso chamou a atenção para os riscos, embora raros, associados ao uso de contraste em exames de imagem.
O que é o Contraste?
O contraste é uma substância química utilizada em exames de imagem para melhorar a visualização de órgãos e tecidos. Ele funciona aumentando a diferença de densidade ou de sinal entre estruturas do corpo, facilitando a detecção de alterações. Existem diferentes tipos de contraste, cada um utilizado em exames específicos, como tomografias, ressonâncias magnéticas e exames do aparelho digestivo.
Por que o Contraste pode Causar Alergia?
Embora seguro na maioria dos casos, o contraste pode provocar reações adversas em alguns pacientes. Isso ocorre porque a substância pode ativar células inflamatórias no organismo, liberando histamina e outros mediadores químicos. As reações podem variar de leves a graves e incluem sintomas como náusea, calor, urticária, broncoespasmo, edema de glote e choque anafilático.
Dados Científicos
Reações leves ao contraste iodado moderno ocorrem em até 3% dos pacientes.
Casos graves são raríssimos, variando de 0,01% a 0,04%.
A taxa de reações graves com o gadolínio, usado em ressonâncias, é ainda menor, em torno de 0,001%.
Quem está mais Vulnerável?
Pacientes com histórico de alergias diversas ou asma estão entre os grupos mais vulneráveis. Além disso, a relação com frutos do mar pode ser um fator de risco, pois o iodo presente nesses alimentos pode estar associado às reações adversas.
Sintomas e Protocolo de Segurança
Os sintomas de uma reação adversa ao contraste podem surgir imediatamente ou em até algumas horas após o exame. O protocolo de segurança prevê que clínicas e hospitais tenham equipes treinadas e medicações disponíveis para agir de forma imediata.
O que o Paciente deve Saber
É fundamental informar o histórico de alergias, uso de medicamentos e presença de doenças renais ou cardíacas antes do exame.
A equipe de saúde deve investigar ativamente e seguir protocolos de segurança.
Em casos de histórico de alergia comprovada ao contraste, existem alternativas, como ressonância magnética sem contraste, tomografia simples ou ultrassonografia.
Em resumo, embora os riscos sejam raros, é fundamental que os pacientes e profissionais de saúde estejam cientes das possíveis reações adversas ao contraste e sigam protocolos de segurança para minimizar os riscos.
Esta iniciativa e realização é do especialista em Saúde Mental, Rafael Haddad.
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