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O hormônio que une casais também é chave para ter bons amigos? – 19/08/2025

O hormônio que une casais também é chave para ter bons amigos?

Fonte: g1 > Saúde – Publicado em 19/08/2025

O Hormônio que Une Casais também é Chave para Ter Bons Amigos?

Um estudo recente da Universidade da Califórnia em Berkeley sugere que a ocitocina, popularmente conhecida como "hormônio do amor", desempenha um papel fundamental na formação de amizades. A pesquisa, publicada na revista Current Biology, revelou que a ausência de receptores para essa substância no cérebro pode atrasar o início dos vínculos e prejudicar relações duradouras com pares.

O que é a Ocitocina?

A ocitocina é liberada durante relações sexuais, parto, amamentação e interações sociais, e é associada a sentimentos de apego, proximidade e confiança. Embora também esteja ligada a comportamentos agressivos, ganhou apelidos como "hormônio do amor" e costuma ser estimulada por abraços, música ou exercícios físicos.

Estudo com Ratos-do-Campo

Para investigar o papel da ocitocina nas amizades, a equipe estudou o rato-do-campo (prairie vole), espécie que forma relações estáveis e seletivas, assim como os humanos. Os pesquisadores observaram que animais geneticamente modificados para não ter receptores de ocitocina levavam mais tempo para preferir a companhia de um parceiro conhecido em vez de um estranho - cerca de uma semana, contra 24 horas nos animais sem alteração genética.

Diferença entre Amizade e Acasalamento

O efeito não foi igual em todos os tipos de relação. Mesmo sem receptores de ocitocina, os ratos continuavam dispostos a buscar seus parceiros reprodutivos, mas não mostravam o mesmo empenho com amigos. Isso indica que o hormônio é mais importante na seletividade das interações sociais do que na sociabilidade geral.

Implicações para a Saúde Mental

Embora o estudo tenha sido feito com roedores, os pesquisadores afirmam que ele pode ajudar a entender distúrbios psiquiátricos, como autismo e esquizofrenia, que afetam a capacidade de criar ou manter laços sociais. No caso do autismo, existem diferenças na forma como a ocitocina atua no cérebro, o que poderia contribuir para dificuldades de leitura de sinais sociais, reconhecimento de expressões faciais e construção de vínculos próximos.

Conclusão

A pesquisadora Annaliese Beery explica que, assim como os prairie voles, os humanos criam relações seletivas - preferem certos indivíduos a outros - e que esse "filtro social" é, em parte, mediado pela ocitocina. Quando esse sistema falha ou é menos eficiente, o resultado pode ser um padrão de interação mais difuso, com dificuldade para reconhecer, valorizar ou manter laços específicos. A equipe também usou um sensor inédito para medir a liberação de ocitocina no cérebro, o que pode ajudar a identificar novas formas de tratar distúrbios psiquiátricos.

Dados Científicos

A ocitocina é liberada durante relações sexuais, parto, amamentação e interações sociais.

A ausência de receptores de ocitocina no cérebro pode atrasar o início dos vínculos e prejudicar relações duradouras com pares.

O estudo foi publicado na revista Current Biology em agosto de 2023.

A pesquisa foi realizada com ratos-do-campo (prairie vole), espécie que forma relações estáveis e seletivas, assim como os humanos.

Leia o artigo completo






Esta iniciativa e realização é do especialista em Saúde Mental, Rafael Haddad.
Acesse: https://bit.ly/30QtHZL

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