Pacientes do SUS começam a ser atendidos por planos de saúde; programa troca dívidas das empresas por consultas – 20/08/2025
Pacientes do SUS começam a ser atendidos por planos de saúde; programa troca dívidas das empresas por consultas
Fonte: g1 > Saúde – Publicado em 20/08/2025
Pacientes do SUS começam a ser atendidos por planos de saúde em programa de troca de dívidas por consultas
A partir de agosto, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) começaram a ser atendidos em hospitais de planos de saúde, graças a um programa do Ministério da Saúde chamado "Agora Tem Especialistas". O objetivo é ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias e reduzir filas na rede pública.
Como funciona o programa?
O modelo funciona por meio da conversão de dívidas que as operadoras privadas têm com o SUS. Em vez de ressarcirem valores em dinheiro, elas podem oferecer atendimentos de acordo com a demanda dos estados e municípios. O mecanismo pode movimentar até R$ 1,3 bilhão por ano em novos procedimentos, sem custo adicional para o sistema público.
Dados científicos e estudos recentes
De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa é que a iniciativa ajude a reduzir gargalos em especialidades com alta demanda. Um estudo recente mostrou que a dívida das operadoras com o SUS soma mais de R$ 1 bilhão. A partir desse valor, o governo estima que até R$ 750 milhões sejam convertidos em atendimento ainda em 2025, podendo chegar a R$ 1,3 bilhão por ano.
Implicações éticas e iniciativas relevantes
A prioridade é atender especialidades com maior fila de espera, como oncologia, cardiologia, ortopedia, ginecologia, otorrinolaringologia e oftalmologia. A participação das operadoras é voluntária, e a adesão é obrigatória apenas para aquelas que desejam participar do programa.
O que muda para o paciente?
A nova parceria entre SUS e planos de saúde não permite que o paciente escolha ser atendido em um hospital privado. O acesso seguirá o fluxo atual do SUS:
O paciente procura uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
O médico da UBS avalia a necessidade de atendimento especializado.
A solicitação é inserida na central pública de regulação, gerida por estados ou municípios.
A regulação define o local de atendimento, que poderá ser uma unidade da rede privada conveniada.
Controle e fiscalização
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirmou que as operadoras continuarão sendo fiscalizadas e podem ser multadas caso deixem de atender seus próprios clientes ou descumpram obrigações com o SUS.
Conclusão
O programa "Agora Tem Especialistas" é uma iniciativa importante para ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias e reduzir filas na rede pública. Com a participação de operadoras privadas, o governo espera movimentar até R$ 1,3 bilhão por ano em novos procedimentos, sem custo adicional para o sistema público. A prioridade é atender especialidades com maior fila de espera, e o paciente não precisará fazer nenhum movimento extraordinário para ser atendido.
Esta iniciativa e realização é do especialista em Saúde Mental, Rafael Haddad.
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