Vírus da Covid-19 altera atividade cerebral a longo prazo após infecção, mostra estudo
Fonte: g1 > Saúde – Publicado em 19/08/2025
Vírus da Covid-19: Estudo Revela Alterações Cerebrais de Longo Prazo
Um estudo recente realizado no Instituto Pasteur, em Paris, revelou que o vírus SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, pode causar alterações significativas no cérebro, mesmo após a recuperação da doença. A pesquisa, liderada pelo pesquisador brasileiro Guilherme Dias de Melo, descobriu que o vírus pode permanecer ativo no tronco cerebral por até 80 dias após a infecção.
Alterações Cerebrais e Sintomas
A presença do vírus no cérebro está associada a sinais de depressão, distúrbios de memória e ansiedade. Além disso, o estudo identificou alterações em mecanismos cerebrais relacionados à dopamina, um neurotransmissor envolvido em doenças neurodegenerativas como o Mal de Parkinson. A infecção pode causar uma desregulação metabólica com mecanismos semelhantes aos observados em certas disfunções cerebrais crônicas.
Mecanismos da Covid Longa
O pesquisador Guilherme explica que o vírus entra no cérebro pelas vias olfativas e atinge o sistema respiratório. "Na cavidade nasal, ele infecta neurônios olfatórios, que são responsáveis por detectar cheiros", diz. A pesquisa foi realizada com hamsters dourados, que se contaminam naturalmente pelo SARS-CoV-2 e possuem o mesmo receptor que os humanos.
Sintomas Persistentes
O estudo demonstrou que os sintomas persistiam por várias semanas após a infecção. Em um estudo de longo prazo, realizado 10 semanas após o fim da fase aguda, os animais apresentavam sintomas relacionados ao sistema nervoso central, como ansiedade e perda de memória. Mesmo após 80 dias, o vírus ainda estava presente.
Objetivos da Pesquisa
Um dos objetivos da pesquisa foi identificar os mecanismos da Covid longa e demonstrar a existência de sintomas relacionados ao vírus, relatados por pacientes. Muitos deles já enfrentaram o ceticismo dos médicos e da família ao associá-los a uma contaminação pelo SARS-CoV-2.
Conclusão e Alertas
O pesquisador brasileiro alerta para a queda na taxa de vacinação, que pode levar ao aumento de casos com sintomas persistentes. "Mesmo que a circulação global esteja baixa, o vírus ainda está presente", lembra. "Não sabemos como essa doença continuará evoluindo." A pesquisa destaca a importância de continuar investigando os mecanismos da Covid longa e encontrar biomarcadores ou moléculas que possam ser considerados alvos terapêuticos.
Dados Científicos e Estudos Recentes
O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.
A pesquisa foi realizada com hamsters dourados, que se contaminam naturalmente pelo SARS-CoV-2 e possuem o mesmo receptor que os humanos.
O vírus pode permanecer ativo no tronco cerebral por até 80 dias após a infecção.
A presença do vírus no cérebro está associada a sinais de depressão, distúrbios de memória e ansiedade.
Esta iniciativa e realização é do especialista em Saúde Mental, Rafael Haddad.
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