Pesquisa brasileira descobre por que alguns tipos de câncer de mama não respondem a tratamentos – 14/09/2025
Pesquisa brasileira descobre por que alguns tipos de câncer de mama não respondem a tratamentos
Fonte: g1 > Saúde – Publicado em 14/09/2025
Descoberta Brasileira Revoluciona Tratamento de Câncer de Mama
Uma pesquisa realizada por cientistas do Hospital Sírio-Libanês no Brasil trouxe novas respostas para uma das perguntas mais desafiadoras da oncologia: por que alguns pacientes com câncer de mama não respondem a tratamentos considerados revolucionários? A descoberta pode ser um divisor de águas no tratamento da doença.
A Proteína HER2 e sua Importância
A proteína HER2 é uma proteína natural do organismo ligada ao processo de divisão celular. No entanto, em alguns casos de câncer de mama, o gene responsável pela produção da HER2 pode ficar permanentemente ativado, levando à multiplicação descontrolada das células tumorais. A presença da HER2 é usada para classificar os tumores em três categorias: HER2-positivo, HER2-low e HER2-zero.
A Surpreendente Diversidade da Proteína HER2
Os cientistas identificaram 90 diferentes versões da proteína HER2, contra cerca de 20 conhecidas até então. Essa diversidade pode explicar a resistência de parte dos tumores às drogas que têm como alvo essa proteína. A pesquisa foi publicada na capa da revista científica Genome Research, em setembro.
Como o Estudo foi Feito
O estudo investigou 561 amostras de tumores de mama do The Cancer Genome Atlas (TCGA), um dos maiores bancos de dados genômicos de câncer do mundo. Os cientistas utilizaram tecnologias avançadas de leitura genética para analisar as amostras e descobriram que o gene HER2 consegue gerar muito mais versões da proteína do que se imaginava.
O Impacto Clínico
A descoberta traz um novo mecanismo possível de resistência ao tratamento. "Apesar dos avanços, ainda vemos pacientes que não respondem ou que param de responder às terapias anti-HER2. Nossa pesquisa sugere que a diversidade de isoformas pode ser uma das explicações", afirma o pesquisador Pedro Galante.
O Futuro do Tratamento
A longo prazo, o estudo pode servir de base para que a indústria farmacêutica desenvolva novos anticorpos adaptados às diferentes variações ou até terapias combinadas, capazes de bloquear várias isoformas ao mesmo tempo. A expectativa é que o achado abra caminho para um futuro de tratamentos cada vez mais personalizados, capazes de aumentar a eficácia contra o câncer de mama e reduzir custos e efeitos colaterais.
Ciência Brasileira em Destaque
O estudo foi conduzido inteiramente no Brasil e publicado em uma das revistas mais prestigiadas da área. "Em um cenário em que a ciência nacional muitas vezes sofre descrédito, é importante mostrar que produzimos conhecimento de ponta", destaca Galante.
Esta iniciativa e realização é do especialista em Saúde Mental, Rafael Haddad.
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