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Polilaminina: o que se sabe sobre a proteína da UFRJ que pode recuperar movimentos após lesão na medula – 14/09/2025

Polilaminina: o que se sabe sobre a proteína da UFRJ que pode recuperar movimentos após lesão na medula

Fonte: g1 > Saúde – Publicado em 14/09/2025

Nova Esperança para Pacientes com Lesão na Medula Espinhal: A Polilaminina

Uma pesquisa inovadora desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está reacendendo a esperança de pacientes com lesão na medula espinhal, uma condição que pode causar perda parcial ou total dos movimentos. A substância em questão é a polilaminina, uma proteína desenvolvida a partir da placenta humana que vem sendo estudada há mais de 20 anos.

O que é a Polilaminina?

A polilaminina é uma versão recriada em laboratório da laminina, uma proteína presente no desenvolvimento embrionário que ajuda os neurônios a se conectarem. A expectativa é que, aplicada no ponto da lesão, ela estimule os nervos a criarem novas rotas e restabelecerem parte dos movimentos.

Resultados Promissores em Cães

Um estudo recente publicado na revista Frontiers in Veterinary Science avaliou a polilaminina em seis cães paraplégicos que não conseguiam andar mesmo após cirurgia e meses de fisioterapia. Após a aplicação da substância diretamente na medula, quatro dos animais conseguiram voltar a dar passos e melhorar a firmeza da marcha. Dois tiveram avanços mais discretos. Os efeitos foram acompanhados por seis meses e não foram registrados efeitos colaterais graves.

Testes em Voluntários

Além dos cães, a polilaminina também já foi aplicada em pequenos grupos de pacientes brasileiros em caráter experimental. Segundo os pesquisadores, alguns voluntários que haviam perdido completamente os movimentos abaixo da lesão recuperaram parte da mobilidade. No entanto, o número de pessoas testadas é ainda muito pequeno e os cientistas ressaltam que os resultados precisam ser confirmados em estudos maiores e controlados.

O que diz a Anvisa?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que ainda não há pedido de aprovação para uso clínico da polilaminina. O processo em análise é apenas a proposta de um ensaio clínico regulatório. A agência destaca que os dados apresentados até agora são iniciais e se referem à fase não clínica.

O Caminho até Chegar aos Pacientes

Para que a polilaminina chegue de fato a hospitais e ao Sistema Único de Saúde (SUS), ainda será necessário concluir estudos pré-clínicos, iniciar ensaios clínicos regulatórios em humanos e solicitar registro sanitário. Esse processo costuma levar anos e envolve análises rigorosas.

Conclusão

Os avanços em animais e nos primeiros voluntários sugerem um caminho promissor para a regeneração da medula espinhal. No entanto, até que todas as etapas sejam cumpridas e a eficácia confirmada em larga escala, não há tratamento disponível. A polilaminina segue como uma das pesquisas mais relevantes em um campo que ainda busca solução definitiva.

Dados Científicos e Estudos Recentes

Estudo publicado na revista Frontiers in Veterinary Science avaliou a polilaminina em seis cães paraplégicos.

A polilaminina foi aplicada em pequenos grupos de pacientes brasileiros em caráter experimental.

A Anvisa afirma que ainda não há pedido de aprovação para uso clínico da polilaminina.

Implicações Éticas

A pesquisa com a polilaminina levanta questões éticas sobre o uso de substâncias experimentais em humanos.

A Anvisa destaca a importância de seguir as regras regulatórias para garantir a segurança dos pacientes.

Leia o artigo completo






Esta iniciativa e realização é do especialista em Saúde Mental, Rafael Haddad.
Acesse: https://bit.ly/30QtHZL

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